50 tons de rosa

50 tons de rosa

vestido Versace via Haute Avenue Paris 

Nesse post, apesar do título, o assunto não é sexo (ahhhhhh!!!). O título tem relação com o livro que virou bestseller porque vamos falar da relação entre sofrimento e relacionamento. Não do sofrimento sado-masoquista que é o tema da obra de E. L. James, mas de viver com alguém e sofrer por conta de um relacionamento que está indo por um caminho que não está agradando. Atendendo a pedidos, vamos falar um pouco sobre como lidar com uma situação bem complicada: quando os recém casados estão se adaptando à vida juntos e as divergências aparecem.

No caso que inspirou esse post, a relação de Maria e João (o casal dessa história) começou a se desgastar durante os preparativos pro casamento. Como as noivas bem sabem, esse período que antecede a festa pode ser muito cansativo. Primeiro porque a carga emotiva é muito forte e segundo porque a expectativa de fazer uma festa que reflita a personalidade e o sonho dos noivos e ainda agrade os convidados gera uma enorme ansiedade. Além disso, os detalhes são infinitos e os custos envolvidos podem ser astronômicos.

João era um noivo dos mais participativos, para alegria e tristeza de Maria. Alegria porque tanta preocupação mostrou que o noivo realmente se importava com o casamento e que estava tão ansioso quanto a noiva. Tristeza porque as diferenças de personalidade entre eles se tornaram muito claras quando tantas decisões precisavam ser tomadas.

O casal discutiu muito, mas casou. Aproveitaram a lua de mel, voltaram para o Brasil e foram começar sua vida nova em sua casa nova. Antes, eles moravam com os pais. Agora, tinham um ao outro. Mas o novo lar, ao invés de se tornar um refúgio no final do dia, tornou-se o palco de muita briga e confusão. Eles gostam um do outro e querem ficar juntos. Mas então qual o motivo de tanta discórdia e o que fazer pra melhorar?

Antes de mais nada, é preciso se dar conta de que tudo o que nos tira de nossa zona de conforto, daquilo que nos é habitual e conhecido, gera um certo incômodo. Por isso, deixar da casa dos pais, onde os hábitos e manias de cada um já estão super incorporados à rotina, é um processo que nem sempre é fácil. Pra maioria das pessoas, é uma fase de adaptação por si só. Certificar-se de que vai ter comida para o jantar, que a roupa de amanhã vai estar pronta pra usar e o quarto limpinho pra dormir requer uma organização que quase nunca surge do dia pra noite. Some a isso a adaptação aos hábitos e manias de outra pessoa e está feita a confusão. É preciso muita paciência, comunicação e carinho para conciliar as diferenças que ficam evidenciadas nessa fase.

Maria e João se comunicam, o que é um ótimo começo. Mas no meio do caminho, a comunicação vira uma discussão. Por quê? Porque os outros dois ingredientes estão faltando. Depois de meses divergindo sobre os preparativos pro casório, a paciência de Maria está no limite e os copos de água quase sempre viram tempestades. E o carinho, com o orgulho ferido por causa das brigas, está escondido debaixo da cama, esperando a poeira baixar para mostrar as caras. No calor do momento, Maria queria mais estar certa do que ser feliz.

Como evitar que essa fase evolua e até resulte no fim do casamento? Antes de mais nada, é preciso quebrar o círculo vicioso que se formou. Como? Com o ingrediente mais básico de qualquer relação: amor. Maria, que adora caras decidos e ficou chateada com a descoberta da insegurança de João, precisa voltar a admirá-lo.  Para isso, ela precisa dar a ele a chance de conquistá-la de novo. Depois de tantas brigas, João, que é inseguro por natureza, só vai voltar a se sentir confiante quando, ao invés de broncas, passar a receber elogios.

Para isso, o ideal é deixar que João comece a tomar mais decisões e que Maria as respeite. Sugeri que ele ficasse encarregado de bolar os programas que o casal faz na sexta-feira, resgatando um aspecto do namoro que a encantava. Além disso, que ele fique responsável por algumas tarefas relacionadas à casa, tomando as decisões relativas a ela. Assim, pouco a pouco ele vai se sentindo mais seguro e Maria, consequentemente, vai se reapaixonando por seu marido. O círculo vicioso pode se transformar num circulo virtuoso e o casal pode começar a aproveitar a vida a dois como se deve: não sem discordar, mas sim criando um ambiente em que ter a própria opinião é permitido e construtivo.

Maria, esperamos que as dicas ajudem e que os tons de cinza que têm tingido sua vida familiar se transformem em tons de rosa pra você poder viver um casamento doce e carinhoso, como sempre sonhou.

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2 Respostas para “50 tons de rosa

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